Sessão 6
Sessão 6 - Cidadania digital, ética e responsabilidade
- Promover a reflexão e o debate sobre as mudanças que se registam nos sistemas de acesso, de produção e de consumo da informação, enquadrando-os nas novas exigências e nos novos desafios da educação.
No vídeo
“Movimentos sociais para mudar o mundo”,
Manuel Castell apresenta-nos os movimentos sociais como os verdadeiros agentes
de mudança no mundo, movimentos estes que são emocionais, que se baseiam na
comunicação espontânea entre as pessoas e que surgem de um processo de indignação
e de uma vontade de lutar.
Atualmente,
com a internet e, em especial, com as redes sociais, estes movimentos sofrem alterações
profundas, uma vez que “A rede [online/web] transforma-se no sujeito coletivo
da mobilização e da liderança”. Isto significa que, com todas as potencialidades
da internet, colocadas ao serviço da comunicação em rede, estamos perante uma
nova forma de operacionalização destes movimentos sociais. Deixa de ser
necessário um líder e todas as questões formais de outrora, uma vez que as
novas tecnologias da comunicação lhes permitem “a capacidade de auto-organização,
automobilização e autoliderança”.
Contudo,
e tendo consciência do efeito viral e quase imediato de uma publicação nas
redes sociais, será que a nossa sociedade está preparada para exercer uma “democracia
online” com ética, civismo, respeito pelo outro e responsabilidade social?
Reconhecendo
todas as potencialidades e mais-valias que a internet pode ter ao serviço da
democracia, considero haver ainda um longo caminho pela frente… basta analisar o
que diariamente se passa nas redes sociais, onde muitas pessoas se escondem
atrás de um perfil para denegrir serviços, figuras publicas, entidades,
organizações, na maioria das vezes sem a preocupação de querer conhecer e
perceber
O vídeo “Cidadania digital e Participação social” do programa
PICCLE, destaca a importância da educação para a cidadania digital, alertando
para o aparecimento de um “ecossistema Digital” que despoletou novas formas de participação,
de agir, intervir, novas formas de …, novos movimentos sociais.
Rita
Espanha, do ISCTE afirma que um cidadão digital “tem, a partida, muitos mais
meios e mecanismos tanto para exercer os seus direitos como os seus deveres de
cidadania”, considerando que atualmente é necessário ter acesso às tecnologias de
comunicação e informação para exercer tais direitos e deveres de cidadania.
Torna-se assim claro que a literacia digital assume uma relevância inegável para
todos os cidadãos.
Este
mundo digital, não pode então, ser apenas utilizado para o entretenimento, deve
ser encarado como um acesso facilitado à informação permite conhecer e
compreender melhor o nosso papel como cidadão
Assim,
partilho a opinião de Manuel Pinto, da Universidade do Minho, no vídeo “Cidadania
digital e Participação social” do programa PICCLE , ser um cidadão num cenário digital
implica:
- Estar
presente “não fugir”
-
Conhecer minimamente cada um dos ambientes web em que se participa,
nomeadamente as suas potencialidades e os seus riscos;
-
Ter sentido crítico
-
Aprender a lógica das redes sociais.
- Cidadão digital - MILD
- Ética e Responsabilidade - MILD
- Eliminar o Discurso de Ódio Online - SELMA



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